Treze -FML Pepper

Título: Treze
Autor: FML Pepper
Editora: Galera Record
Páginas: 406
Classificação: 5/5 
“TREZE, o romance repleto de ação e de reviravoltas onde por detrás dos mistérios de um número encontra-se o verdadeiro amor”.Às vésperas de cometer o maior golpe de sua vida, a cética Rebeca vai a um parque de diversões decadente e se depara com uma enigmática cartomante que, contra a sua vontade, faz uma série de previsões bizarras sobre seu futuro. Para seu desespero, todas as nefastas previsões viriam a se concretizar e a arremessariam em um furacão de perdas e de derrotas. Quando sua vida chega ao fundo do poço, circunstâncias inesperadas lhe dão a chance de um recomeço e, querendo ou não, agora Rebeca não pode desprezar a última e mais perturbadora previsão da vidente: o número TREZE, ou melhor, o décimo terceiro namorado seria o homem que traria sua salvação. Longe dele, sua existência seria apenas caos e ruína. O que Rebeca jamais poderia imaginar, no entanto, é a que a cartomante camuflaria o predestinado atrás de charadas. Dois rapazes surgem em seu caminho e se encaixam perfeitamente nas pistas, mas apenas um deles será o grande amor da sua vida. É chegada a hora de decifrar o enigma do coração ou arriscar perder tudo para sempre.
Gente, quando a pessoa é cismada não tem jeito, né? Meu número da sorte sempre foi 13. "Mas Marcela, você sabia que é o número do azar?", você me pergunta. Sim, eu sei. Mas não adianta. Todo número treze sempre me trouxe presentes e sensações maravilhosas. Então, quando recebi de surpresa esse livro, pensei: Ok. Não tem como ele ser ruim, se chama treze! E depois cogitei que recebe-lo fosse um sinal de que algo muito bom iria acontecer. Se aconteceu ou não, deixo para os mistérios do destino. Mas, sobre a minha primeira constatação, não tive como estar mais certa e, depois de uma madrugada ininterrupta, Treze saiu do desconhecido e bateu meu TOP 5 do ano!

Especial Boas Festas: Livros para refletir

E 2017 chegou ao fim, né galera? Para alguns já vai tarde, mas para outros, a sensação de que 2017 foi incrível (e/ou o melhor ano da sua vida) faz com que ninguém queira que o ano acabe. Como foram os seus 365 dias? 
Bom, hoje eu trouxe pra vocês o primeiro TOP 5 do Especial Boas Festas. Vamos começar com Livros para refletir? Agora que estamos a um passo de 2018, está na hora de voltar para trás e ver o que esse ano deixou de melhor ou pedindo melhorias. Para isso, nada melhor do que um livro. E hoje trouxe cinco opções de obras que te farão repensar -e, quem sabe, os engajarão para serem melhores no futuro. 
Vem comigo!

O Garoto do cachecol vermelho ׀ Ana Beatriz Brandão

Titulo: O Garoto do Cachecol Vermelho
Autor: Ana Beatriz Brandão
Editora: Verus
Páginas: 294
Classificação: 5/5 
Uma história comovente, recheada de drama, suspense e romance. Melissa é uma garota linda, rica e mimada, que sempre consegue o que quer e tem todos na palma da mão. Ela acredita que a carreira de bailarina é a única coisa que realmente importa, porém suas certezas são abaladas quando faz uma aposta com um garoto misterioso, que parece ter como objetivo virar sua vida de cabeça para baixo. De repente, Melissa se vê dividida entre dois caminhos: realizar seu maior sonho, pelo qual batalhou a vida inteira, ou viver um grande amor. Mas, não importa aonde ela vá, todas as direções apontam para o garoto do cachecol vermelho... Com esta história intensa e apaixonante, Ana Beatriz Brandão vai emocionar e surpreender o leitor, provando que é uma jovem autora que tem muito a dizer. 
Existe diversos tipos de livros. Aqueles que te conquistam nas primeiras páginas; aqueles que você começa a gostar depois de boa parte, ou até aqueles que não te conquistam de maneira alguma. E existe esse. O livro que te faz pensar até que ele te escolheu, sabe? Daqueles tipos que você termina e fica por horas olhando para o além e pensando em tudo. O Garoto do Cachecol Vermelho foi, vem sendo e sempre será isso. Porque não é um aprendizado momentâneo, e sim o modo como nós enxergamos a vida.

Eleanor & Park -Rainbow Rowell

Eleanor & ParkTítulo: Eleanor & Park
Autor: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Páginas: 328
Classificação: 4/5
Resultado de imagem para eleanor e park resenha quotesEleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.
  O mundo está correndo depressa. Ou eu estou indo rápido demais, não sei. O que eu não entendo é onde está a singularidade das relações, ou aquela inocência inicial; tudo tão puro, tão destinado. Em tantos lançamentos de Young Adults e New Adults, que, não nego, sou apaixonada, eu havia esquecido do que era ler um livro fofo. Com uma paixão delicada, e uma escrita tão, mas tão boa, que chega a ser singular. E, assim, Eleanor & Park conquistaram meu coração.

{Texto} Eu recomecei inteira


   Sempre achei a virada do ano superestimada. Como se as pessoas precisassem de uma data para mudar radicalmente. Mas dessa vez eu entendi. Porque eu descobri o que era enfrentar a realidade em meio ao caos. E não o caos do mundo. O meu. 

   O caos do coração partido. Tantas vezes e de tantas formas, que se tornaram incontáveis. O caos de perder um amigo, e se ver perdido. O caos de perder um amor, e se ver partido. O caos de perder um parente, e se ver corroído. 

  Eu entendi as idas e vindas. As pessoas se diziam perder as pessoas aos poucos, mas eu sempre fui excesso. Tudo era absoluto, e reconhecer isso foi, no mínimo, torturante. 

  Eram necessárias horas, uma decisão, um ato. E estava lá: o fim. Iam embora com uma pressa, decididos, sem saber o que deixavam para traz. E, caramba, elas deixavam um amor. Uma história. Um futuro.
  
  O meu ano foi feito de fins, e me vi sem recomeços. Eu precisava ter algo para lutar, mas tudo se esvairia tão fácil quanto areia entre os dedos. Vi-me pressionada a tomar decisões que não estava preparada, e, até o último dia, meu peito doía por ter, em menos de trezentos e sessenta e cinco dias, me tornado uma fracassada.
  
  Virei piada. Virei mídia. Virei inimiga. Virei e revirei, deixando de ser quem eu era pra me adaptar no conceito de todo mundo e de ninguém.
  
  Eu precisava de uma nova chance, e clichê que fosse, decidi que seria no dia 1. Caminharia independente de quem estivesse ao meu lado, porque dessa vez seria eu por mim e o resto que se dane. Eu me reconheci. Foi pela saúde de não sofrer perdas, foi pelo coração reconstituído aos poucos, foi por mim. 
  
  O futuro é tão imprevisível quanto o nosso coração, e hoje percebo que há muito mais do que os trezentos e sessenta e cinco. Há uma nova vida. Há sempre uma nova chance. Cada dia é uma folha em branco para cobrirmos de sonhos e histórias, e era isso o que eu faria a partir da meia noite. 

 Deixei em 2016 o que não cabia mais a mim, e trouxe para 2017 muito amor e empatia. Porque era disso que eu era feita, e eu vim inteira.



{Vídeo} Os 5 melhores de 2016

 Não dá pra falar que é ano novo se a gente não faz aquela típica publicação dos melhores, né? Então hoje, pra dar início aos vídeos semanais no canal, e, consequentemente, daqui, eu trago os cinco melhores livros que eu li no ano passado.
 Totalizei vinte e poucas leituras (o ano foi tão m*rda que eu esqueci de contar, e fiquei com preguiça), e todas elas, sem exceção, foram boas. Mas, verdade seja dita: sempre tem aquelas que se destacam.
 Vem conferir quais foram!